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MORADA DA VIDA
Cheguei num dia claro,
pálido, entusiasmado,
Com o chão, com as
paredes, com a alma que as colunas sustentavam,
Fiquei apreensivo, minha
vista doía como o ardor de um vulcão,
Pelas luzes acesas em
minha vista,
Como luzes divinas, que
tocam o olhar do ímpio como lanças.
Tornei-me fraco, por um
tempo eterno, pois eu também era mortal,
Quase sucumbi com a
notícia, de que me despejaram,
De meu breve e antigo lar.
Não agüentava a dor, após
ter passado pelo corredor de minha vida.
Fui pego subitamente, por
alguém que me levou,
Contra a minha vontade, e
me depôs em seu leito,
Chorava de dor, mas não
podia falar,
Não conseguia descrever
aquele sentimento.
Frio, Fome senti, pulso
galopante, pessoas chorando ao meu redor.
Ela também chorava aos
prantos, pois sentia a mesma dor, e o mesmo por mim,
No colo fui pego
novamente, e aos prantos desesperados, fui deitado no
seu seio de vida,
Foi quando ternamente
murmurando ela me disse:
“Parabéns meu anjo, bem
vindo à vida
Meu Deus te abençoe pois,
você nasceu, meu tão
abençoado Amor” |