Lástimas
Agora sei o valor dos
teus conselhos
Me sinto inútil, por
não ter te escutado,
Falhos são todos os
recursos que um dia pensei,
Faminto estou de
esperança por tê-la recusado.
Caminho sobre a
prancha de sua ausência
Calado por todo esse
mar de retalhos,
Clemência pedindo ao
minha’alma afogar no redemoinho,
Cercado pelo mal, que
me faz morrer em frangalhos.
Pelejo por dó, de
alguém que me estenda a mão
Vagando pelo caminho,
de sua lembrança em meus braços,
Perdão pedindo a
Deus, e boa sorte em meu velejo,
Afagando tudo que
vejo, seguindo a risca teus poucos traços.
Num dueto de
gratidão, corpo e alma se despedem
Levando tudo e nada,
que para sempre deixaste,
Éden encantado, pelo
encanto de algum soneto,
Cantando liras, ou
elegias do quanto de tudo que me deste.
Te encontrarei no
lago das lágrimas de Deus
Habitando o insólito
e inesquecível fato,
De meus gritos
falíveis, do enquanto eterno te amei,
E quando de mim foste
levada, por esse monstro chamado infarto.