Círculo Literário Organizado Verso In Verso - Obra/Autor - Penumbra Castanho - Canção De Exílio

   
 

 

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Penumbra Castanho

Canção de Exílio

 

Hoje, o vento resgatou da memória, o inferno de meu passado

Massacrado, eterno, história que rege meu pensamento,

Tormento agravo, que faz inverno meu peito no momento,

Lamento escravo, refaz externo, supremo pranto desagrado.

 

O vento risca o tempo, e as trevas, como um forte lampejo

Suor de morte tomo, e lento trisca o fundo de minha mente,

Permanente, a pior sorte, meu profundo ego, mente,

Descontente, o maior e melhor, me toma a fundo, meu desejo

 

Trovejo cujas cinzas, estão inerentes a morte

Corte de hiberno, vejo puxas, as regojizas, de meus desencantos provenientes,

Fraquejo, quando lembro, o cortejo, de meu passaporte.

 

Revejo o vento, e como o pão, das almas suficientes

Ardente aos bentos, velejo em vão sobre seu dote,

Lote de enchentes, morto, realejo trovão dos decadentes descrentes.