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Canção de Exílio
Hoje, o vento resgatou da memória, o
inferno de meu passado
Massacrado, eterno, história que rege
meu pensamento,
Tormento agravo, que faz inverno meu
peito no momento,
Lamento escravo,
refaz externo, supremo pranto desagrado.
O vento risca o
tempo, e as trevas, como um forte lampejo
Suor de morte
tomo, e lento trisca o fundo de minha mente,
Permanente,
a pior sorte, meu profundo ego, mente,
Descontente, o
maior e melhor, me toma a fundo, meu desejo
Trovejo cujas
cinzas, estão inerentes a morte
Corte de hiberno,
vejo puxas, as regojizas, de meus desencantos
provenientes,
Fraquejo,
quando lembro, o cortejo, de meu passaporte.
Revejo o vento, e como o pão, das almas
suficientes
Ardente aos bentos, velejo em vão sobre
seu dote,
Lote de enchentes, morto, realejo
trovão dos decadentes descrentes. |