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PARA
QUEM JÁ NÃO SEI
Vou
ficando lenta
Cada
vez mais fria
Cada
vez mais oca
Como
um vaso parado no canto da sala
Camuflado
pelo ambiente que já o reteve
Como
uma imagem pintada em um quadro
Que
se não é intocável ao menos não existe
São
eles novamente me perturbando os ouvidos
Com
suas declarações óbvias e desnorteadas
Entortando
todo o espaço existente
Entre
as tentativas de dormência
Eles
conspiram fatos
E
eu na minha lentidão
Não
como, não bebo, não fumo
Nem
olho mais a vida invertida
Apenas
sou eu já sem gestos
Estirada
diante do mundo cheio
Sou
eu vazia, pousada sobre o meu sepulcro
Enquanto
eles vão embora.
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