Claridade de incertezas
Em
alguns momentos sinto presença
De
lutas titânicas entre pensamentos
Parecendo estranhos uns dos outros
Numa
torre onde ninguém se conhece
Os
seres continuam insistindo na voz
Sem
saber que estão buscando os mesmos significados
Correndo atrás do mesmo premio
Que é
entender a confusão alheia
Simplesmente eles se batem, se fecham
Como
portas de salas secretadas
Fazendo-os depender do esforço morno
Concedido pela misericórdia de quem fechou as portas
A fuga
é só uma estrangeira de passagem
Que
entra e sai com a certeza de impossibilidade
Clamando sempre pela parte mais externa
Caindo
em folhas outonais de primavera
Sem
tempo, seguem como ninfas vestidas de sol
Queimando-se internamente
Por
possuir a chave e não encontrar a porta
Escondida atrás do brilho de suas extensões
E assim
vamos tecendo as tramas e teias
De
forma com que a verdade seja intensa
Santificando o prazer de encenar
Tendo
nas mãos a certeza do que não somos.