A IMAGEM E EU
Sou como o lago,
eterno e esgotado
Oculto e misterioso
lago, que te tem e te guarda
Como o céu retém as
estrelas
Sem tocar-te
Sou
mais, sou mar, sou tempestade
Que te
guia e te escandaliza
tornando teu dia uma visão de futuro
Tornando
minhas ondas refúgio para os teus olhos
Ou
seriam cristais
Seriam
mais
Mais
do que eu, mais do que o mar
Mais
do que a tempestade
Mais
até que minha existência
Ou
seriam faróis a iluminar meus navios
Que
agora a deriva clama por luz
Luz
irradiada de apelo e água
Muita
água que brilha em mim para que teus olhos vejam.
Agora
já luz, te observo
Enxergo-te
clara, mais alta do que meu grito
Mais
extensa do que meu passo
Mais
eterna do que meu reflexo
Já
não te enxergo mais
De
tão inteira que ficaste,
Já
não de toco mais
De
tão fluida que estás
Já
não te sinto mais
De
tão comum que te tornaste
No
que te transformei
Não
sei
Sei
que agora beiro a perfeição
E
ando emerso ao fracasso. |