|
APENAS
FOME
Sou
um indigente,
Não
conheço essa gente
Que
mente descaradamente.
Das
pernas já não agüento,
Em
mim não há contento,
Pois
vivo sem comer.
No
Sol embriagador,
Pelas
ruas a perambular,
Logo
fito um
olhar
Nos
restos mortais de uma maçã.
Com
os poucos
dentes
Que
me restam
Mordi-a
desesperadamente,
Pois
tudo que sinto é apenas fome.
|