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VÍRUS
O
rosto pálido que contemplo no espelho
Reflete
a dura face de minha agonia,
Com
essa doença corroendo minha fronte
Já
não sou eu o homem que agora vejo.
Tão
triste é o mal que me assola dia a dia,
Também
é agudo o teor da minha dor,
Tanto
que choro ao me acordar... como é ruim!
Viver
sofrendo, doente por teu amor.
O
teu amor é meu veneno, meu martírio
E
me produz mais que alucinação.
E
entre febres de paixão és meu delírio,
És
como vírus que me ataca o coração.
Dessa
maneira tristonha vivo meu tédio,
Sem
esperança de um dia me curar
Me
definhando sem ti, que é meu remédio.
Prefiro
a morte a viver sem te amar.
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