Círculo Literário Organizado Verso In Verso - Obra/Autor - Cândido de Deus - Vírus

   
 

 

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Cândido de Deus

VÍRUS

  

O rosto pálido que contemplo no espelho

Reflete a dura face de minha agonia,

Com essa doença corroendo minha fronte

Já não sou eu o homem que agora vejo.

 

Tão triste é o mal que me assola dia a dia,

Também é agudo o teor da minha dor,

Tanto que choro ao me acordar... como é ruim!

Viver sofrendo, doente por teu amor.

 

O teu amor é meu veneno, meu martírio

E me produz mais que alucinação.

E entre febres de paixão és meu delírio,

És como vírus que me ataca o coração.

 

Dessa maneira tristonha vivo meu tédio,

Sem esperança de um dia me curar

Me definhando sem ti, que é meu remédio.

Prefiro a morte a viver sem te amar.