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SONETO
ANTOLÓGICO
Desde
que os antigos deuses orientais existiam,
Que
te fiz florescer para sempre dentro de mim.
Como
lindas verdes rosas que colhi em um jardim
Da
vida, onde até tuas dores em mim doíam.
E
te fiz estar dentro de minha alma nua,
Excêntrico,
como da vida uma efemeridade demasiada,
Onde
depois de teus doces lábios não havia mais nada
Com
o que se preocupar? Só minha vontade e a tua.
Mas
por estar longe de ti vivo um martírio,
Que
mói-me por dentro sem piedade
Como
o despetalar da bela flor que é o lírio.
Nessa
hora, vivo sem olhar para a verdade
Pois
se nessa paixão tudo é um delírio,
Que
esse sentimento nunca passe da mocidade.
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