Círculo Literário Organizado Verso In Verso - Obra/Autor - Alameda Lopes - Prima Flor

   
 

 

Favoritos

Página Inicial

Fale Conosco

Principal

Quem Somos
Histórico
Manifesto
Estatuto

Membros

Mural de Fotos

Obra / Autor
Alameda Lopes
Cândido de Deus
Dayse Martins
Estela da Silva
Fraulein Dias

Lu Firmo

Luiza Luz

Penumbra Castanho

Rinaldo Alves Lima

Tássio Telles

Obra / Parceria

Estilo / Poesia
Concretista

Cunho Social
Erótica

Haicai

Macabra

Metalingüística

Modernista

Religiosa

Romântica

Saudosista

Sensual

Contos

Madrugada Branca

A Promessa

Relato

Crônica

Em Boa Companhia

Publicações

Livro de Visitas

Contatos

ATENÇÃO

Nenhuma parte das obras aqui contidas pode ser apropriada e estocada em sistema de banco de dados, ou processo similar, em qualquer forma ou meios, seja eletrônico, mecânico, de fotocópia ou gravação, sem permissão do detentor do copyright.

 

Copyright© 09/2001 -  Círculo Literário Organizado Verso In Verso®.

Todos os direitos reservados.

 

Tácio Teles - Webmaster

BruTac Associates©

 

Alameda Lopes

 

PRIMA FLOR

Eu sou a prima flor nascida no Édem,
Odor de vida, sémem.
Comigo, fez-se mais forte a semelhança entre os homens e Deus,
Sorte da aliança, brilho camafeu.
Sou bem mais velho que o pecado, elmo cobiçado.
Por minha causa, chorou o homem ao homem decair.
Nasci tão perfeito e completo,
Tão predicado e tão objeto,
Que toda minha manifestação
Parte de mim destinada a eu mesmo.
Parte de mim está em todos
E todos, a esmo, não me verão.
Habito-me a tanto tempo
De ar, de vento, pingado, molhado, inundado, enfim.
Nasço e renasço nos corações
Se eles nascem e renascem em mim.
Inicio tudo, absoluto fim.

O ódio me odeia e foi condenado,
Pobre coitado, aandar comigo.
Comogo, mama o recém-nascido
Na mama ainda morna, da mãe
Morta no parto.
Parto do reverso das coisas
E alcanço o verso inverso do oposto.
Posto o concreto, chego à essência,
Canso do opaco devassando a transparência,
Elido tempo revelando espaço.
Aço, fui erguido em Taji Mahal.
Da palavra, fui à carne de Afrodite.
Acredite: carne decoluna colossal.

Desde o princípio dos tempos,
Venho de andar por sobre a Terra.
Erra minh'alma a todo instante.
Rodopiante, pouso nas mãos da humanidade.
Verdade é que vi o Halley tantas vezes,
Ele fui eu, a estrela dos magos.
Por minha causa o sangue do Filho -
Holocausto, martírio - queimou equívocos, estragos.

E de lá até aqui,os tempos modernos,
Eterno sempre, venho fazendo meu estar
Inerente ao Universo.
Estrategicamente,
Me fiz presente nas mãos de Shakespeare
E é por isso que hoje ele não é pó.

Só, estou em todas as criações perfeitas.
Ações eleitas todas me contém.
Também aceito quieto, surdo, calado
O fardo grande, concreto, pesado
Dos hálibes incapazes de me compreender.
E dizem que matam, quebram, torturam,
Maltratam, berram, perfuram
Porque estou inteiro em seus atos.
Ingratos! Fazem de meu nome
Significado da palavra, sentimento dor.
Tormento, supremo desagravo.
Para quem já foi Deus, animal e homem,
Hoje, me chamo Amor.