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Alameda Lopes
INTRANSITIVIDADE
Às vezes, a noite é tão fria,
Outras vezes é tão cálida
E tu nunca estás.
Sempre grito pelo teu nome, te chamo
E tu não respondes.
Olho para o céu a te procurar
E se não te encontro
Me desespero
E quando vejo então
Que ao meu lado não estás,
A lágrima que do meu olho cai
É o mesmo pranto
Da ave sem asas para voar,
Da criança sem colo para dormir,
Do sonhador sem horizonte para sonhar
E nem mais a esperança,
Que acaba a cada segundo, que passa,
Me ajuda na aflição.
E sem asas, sem colo, sem horizonte
Te chamo, te chamo, te chamo
E mesmo que não saibas
Te amo, te amo, te amo.