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INEXISTÊNCIA
Nunca
tive consciência e pensamento fixo,
Mas
paciência e conhecimento maduro.
O
meu olhar, sempre o avistei no lixo
E
meu passado se une, no presente, ao futuro.
Sou
um ser opaco exposto ao nada,
Sinto
no espírito dor e calafrios,
Ando
a esmo em frios dias e madrugadas:
Nau
de sonhos naufragando em rios.
Estou
incluso em fotografias brancas,
Anexas
à certidão de inexistência.
Sou
o retrato mais infiel de mim,
Pois
nem toda natureza tem ciência.
E
as negações de mim são tantas
Que
me (a)firmo em nãos, por demência.
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